A Força dos Yantras

Yantra esculpido no verso de uma escultura de arte sacra, de minha autoria

Desde a primeira vez que vi um yantra, me senti atraída e com muita curiosidade a seu respeito. Senti neles um grande poder de expressão. Comecei a estudá-los e logo começaram a fazer parte dos meus trabalhos.
O yantra é uma construção mágica. Um desenho criado para sustentar um espaço mítico. Neste espaço é possível sentir a presença de uma divindade. Para isto, basta estarmos abertos.
Cada yantra nos apresenta um mundo sutil e grandioso. Costumo construí-los de fora para dentro. Conforme chego mais perto do seu centro, me encontro mais concentrada e sentindo mais a sua força.
Durante a realização de cada um, pude perceber algumas características destas forças da natureza. Me impressionam e me causam grande admiração, por exemplo, seus poderes com relação a decisão e construção. Eles me passam muita segurança, praticidade e confiança. Sâo aspectos de minha vida que foram fortalecidos quando passei a utilizar os yantras em minhas obras.
A cultura hindu mostra este profundo conhecimento, nos apresentando as diversas divindades relacionadas ao yantra através de narrativas que revelam para nós sua natureza com muita poesia e criatividade.

Feira File Decepciona

 

Uma das obras que foram rapidamente retiradas da feira

A décima primeira edição da feira File (Eletronic Language International Festival), que acontece uma vez por ano em São Paulo, decepcionou muitos de seus visitantes. Aqueles que já estão envolvidos na área de tecnologia, arte digital ou design, pouco se impressionaram com a exposição, que acontece no prédio da FIESP, na Avenida Paulista.

Vivemos em uma geração que está tão acostumada com a tecnologia, que ao ouvir falar de uma exposição de arte tecnológica, criamos grandes expectativas. É de se esperar, portanto, que os efeitos de uma feira como a File não sejam de absoluta admiração. Entretanto, os games que demoram vários minutos para carregar (quando carregam!), robôs que funcionam quando querem e uma quantidade limitada de obras, causou horror em entusiastas da tecnologia. Além disso, as projeções em prédios, grande trunfo do evento, aconteceram sem aviso prévio em determinados momentos da primeira semana de exposição. Ou seja, aqueles que realmente apreciariam esse tipo de arte, provavelmente não estavam lá para vê-la, pois não sabiam quando ela iria acontecer.

Paula Suyene, 20, estudante de design, foi uma visitante que se decepcionou profundamente. Ela afirma ter gostado muito da do ano anterior, e espera mais da nova edição da feira: “eles tiraram as obras que expuseram fora do prédio muito cedo, no ano passado tinha o que ver em toda a Paulista”. Ela ainda demonstra sua insatisfação em relação às obras de dentro do prédio: “a feira está muito pobre esse ano,
a maioria das invenções legais estava quebrada, ou em manutenção.”

Esperemos que a FILE do ano que vem seja mais bem organizada e rica, para que agrade não somente as crianças, como foi o caso desse ano, mas também aqueles que já estão ligados à tecnologia e aos apreciadores da arte contemporânea.

A Fada

Fadas são representadas frequentemente nas artes. Aparecem na dança, na música, na poesia, na pintura, e em outras formas de expressão da Arte. É um de meus temas prediletos, como se pode ver na imagem ao lado, que retrata um trecho de um de meus trabalhos com arte digital. Para mim a fada é uma criatura sublime e liberta. É invisível aos nossos olhos por ser uma essência da vida. Ela está sempre celebrando a Natureza e a vida, como numa dança amorosa e alegre.

Acredito que uma fada possui poderes mágicos. Através do coração ela usa um poder transformador para fazer surgir algo que estejamos desejando. E também através do coração é que podemos contatá-las e senti-las. Por não ter uma forma, podem se manifestar onde e como queiram, até mesmo em nós, seres humanos – como uma atitude ou um “insight”.

Elas se manifestam onde há vida pura e divina, pois são protetoras do bem e do amor. Um bom coração as atrai, faz com que elas se sintam bem e compartilhem seu entusiasmo. Elas dão forma e colorem ainda mais o ambiente projetando seu brilho vital.

Através de sua vibração, criam calor e magia. E por se encontrarem no coração sua magia é verdadeira, da natureza do bem. Realizam aspirações do nosso ser mais profundo, como também dos outros seres da natureza.

Sua existência é uma dança contínua, imperecível e eterna. Podem ser encontradas em meio à vegetação, na água, ou em outros locais que concentram vitalidade e movimento. Conforme acreditamos nelas e nos identificamos com elas, se fazem perceber com maior facilidade, podendo até mesmo se integrar ao nosso dia a dia, passando a fazer parte da nossa vida.

Eu acredito nas fadas, e você?

 

 

Deusas da Galeria Celestial

Obra mostra deusas representadas pela tradição artística do Tibete e do Nepal

Esta belíssima publicação sobre arte oriental foi criada por Romio Shrestha, um artista Nepalês do vale de Katmandu (Nepal), que pinta no estilo Newari. Shretstha vive parte de seu tempo no Nepal e parte na Irlanda, com sua esposa, Sophie, e quatro filhos.

O livro retrata, pelas mãos habilidosas de Shrestha, as inúmeras faces da deusa que representa a força feminina que anima o Universo. No total, 52 obras estão reproduzidas na publicação, que para assegurar a melhor reprodução dos detalhes foi impressa num formato fora do usual: 42,5 cm x 61 cm.

O texto está traduzido para o Português, e foi editado pela Editora Paisagem, de Portugal. Conta com prólogo de Deepak Chopra, prefácio de Caroline Myss e Posfácio de Andrew Harvey, que ajudam a compreender a profundidade artística e a importância cultural dos trabalhos ali apresentados.

Este livro está disponível, no Brasil, na livraria Cultura, que você pode acessar pelo link da imagem da capa ou pelo banner abaixo.

 

Sentir a arte

Estudo (2003) em pastel para o quadro "Colonato di San Pietro". Por Tamara Nowascky

Muitos ao ver uma obra de arte se preocupam sobre como devem olhá-la, o que devem pensar, e como devem analisá-la. Se tensionam com pensamentos baseados naquilo que outros já disseram a respeito, ou por fórmulas de análise, e acabam deixando de sentí-la.

Sentir uma obra de arte verdadeira é sentir o espírito do artista que a fez. O sentimento traz profundidade, traz realidade, traz o que importa realmente, a essência da obra.

Com o sentimento presente, recebemos a mensagem que o artista apresenta através da obra. Nos conectamos com ele e intuitivamente sentimos suas intenções.

Sentir é não se prender à forma, não se deixar levar por ela, e sim se concentrar no sentimento, naquilo que o coração está manifestando.

A obra feita com o coração tem o poder de passar a identidade do artista, seus valores, suas crenças e suas intenções mais profundas – que ficam magicamente na obra e são captadas inconscientemente pelas pessoas que a apreciam. Isso torna a contemplação rica e profunda, pois o espírito da obra é sentido pelo fruidor.

Por isso, para desfrutar plenamente da arte, solte a mente e abra o coração. Permita-se ser tocado pela obra.

 

 

Estudo (2003) em pastel para o quadro "Colonato di San Pietro". Por Tamara Nowascky

Muitos ao ver uma obra de arte se preocupam sobre como devem olhá-la, o que devem pensar, e como devem analisá-la. Se tensionam com pensamentos baseados naquilo que outros já disseram a respeito, ou por fórmulas de análise, e acabam deixando de sentí-la.

Sentir uma obra de arte verdadeira é sentir o espírito do artista que a fez. O sentimento traz profundidade, traz realidade, traz o que importa realmente, a essência da obra.

Com o sentimento presente, recebemos a mensagem que o artista apresenta através da obra. Nos conectamos com ele e intuitivamente sentimos suas intenções.

Sentir é não se prender à forma, não se deixar levar por ela, e sim se concentrar no sentimento, naquilo que o coração está manifestando.

A obra feita com o coração tem o poder de passar a identidade do artista, seus valores, suas crenças e suas intenções mais profundas – que ficam magicamente na obra e são captadas inconscientemente pelas pessoas que a apreciam. Isso torna a contemplação rica e profunda, pois o espírito da obra é sentido pelo fruidor.

Por isso, para desfrutar plenamente da arte, solte a mente e abra o coração. Permita-se ser tocado pela obra.