Uma ilha chamada Brasil

Uma Ilha Chamada Brasil

Para quem gosta de curiosidades sobre nossa história, essa é uma leitura obrigatória. Geraldo Cantarino faz nesse livro uma viagem pelas origens do nome “Brasil”, e leva o leitor ao contato com informações surpreendentes. Muito longe de estar resolvida essa questão do nome do Brasil, Cantarino nos revela que ela é um nó desatado que falta resolver em nosso passado.

Com uma linguagem despojada e clara, muito diferente do habitual em livros que tratam de história, Cantarino avança pelas hipóteses levantadas ao longo dos séculos, sem o compromisso do acadêmico que quer sustentar a própria tese. Mostrando liberdade de espírito, ele chega até mais de três mil anos atrás, quando os celtas designaram “Brazil” uma ilha mítica que se localizava a oeste, para dentro do oceano Atlântico.

Para aqueles que ainda acreditam que o Pau Brasil, a árvore que segundo Alexander Von Humboldt emprestou seu nome ao território, é a melhor explicação para o nome do Brasil, a leitura dessa obra pode abrir um extenso horizonte de novas reflexões. Talvez realmente a história do Brasil esteja imersa em um cenário muito maior e mais profundo do que os meros 500 anos que costumamos atribuir a ela. Só por essa razão já vale a pena a leitura desse delicioso livro.

Como é de se esperar em um trabalho que rasga teses pasteurizadas e oferece novas possibilidades de leitura de nosso passado, alguns historiadores levantaram a voz contra o esforço de Cantarino, alegando que a obra tem pouca sustentação acadêmica. Pois bem, essa é justamente a qualidade que caracteriza um empreendimento inovador no mundo das idéias. Se todo mundo ficasse preso aos estreitos limites do pensamento acadêmico, certamente perderíamos o entusiasmo intelectual e o mundo emperraria por medo das inovações.

Leitura recomendada!

A perversidade banalizada

Às vezes nos perguntamos por que determinadas pessoas são tão cruéis em sua relação íntima com os outros. É difícil compreender que razões levam alguém a odiar uma pessoa que só tem amor para lhe oferecer. Mas esse comportamento surpreendentemente perverso é muito comum, embora seja dissimulado pela vítima, que esconde a atitude maldosa de seu agressor, receosa de complicar ainda mais a sua situação. O quadro complexo das ações perversas sobre pessoas próximas é o objeto de estudo da vitimóloga Marie-France Hirigoyen, que com uma linguagem bastante clara e direta nos oferece uma visão precisa desse problema social, em seu livro “Assédio Moral – A violência perversa no cotidiano”. Fazendo a ressalva de que todos temos nossos momentos de perversão, ela estabelece como foco, no entanto, apenas aqueles indivíduos que fazem da destruição da integridade alheia a sua rotina diária.

Essa obra pode ser de grande utilidade para quem possa estar sob assédio sem ter disso consciência. A autora elucida o tema com precisão e dá ao leitor um roteiro de providências que devem ser adotadas para interromper o ciclo destrutivo da perversão em seus relacionamentos pessoais ou profissionais. Os exemplos levantados retratam situações reais que ilustram bem o assunto e permitem uma percepção clara de seu alcance psicológico e social.

Recomendamos essa leitura com a convicção de que muito sofrimento pode ser evitado quando temos uma visão elucidativa e prática de um problema como esse. Mesmo que o leitor tenha a sorte de ser poupado da perversidade alheia, ainda assim poderá enxergar esse quadro de assédio em pessoas próximas e fortalecer moralmente uma potencial vítima, para que ela escape das armadilhas que surjam em seu caminho.

Para adquirir este livro na Livraria Cultura, basta clicar na imagem da capa.

 

 

Sentir a arte

Estudo (2003) em pastel para o quadro "Colonato di San Pietro". Por Tamara Nowascky

Muitos ao ver uma obra de arte se preocupam sobre como devem olhá-la, o que devem pensar, e como devem analisá-la. Se tensionam com pensamentos baseados naquilo que outros já disseram a respeito, ou por fórmulas de análise, e acabam deixando de sentí-la.

Sentir uma obra de arte verdadeira é sentir o espírito do artista que a fez. O sentimento traz profundidade, traz realidade, traz o que importa realmente, a essência da obra.

Com o sentimento presente, recebemos a mensagem que o artista apresenta através da obra. Nos conectamos com ele e intuitivamente sentimos suas intenções.

Sentir é não se prender à forma, não se deixar levar por ela, e sim se concentrar no sentimento, naquilo que o coração está manifestando.

A obra feita com o coração tem o poder de passar a identidade do artista, seus valores, suas crenças e suas intenções mais profundas – que ficam magicamente na obra e são captadas inconscientemente pelas pessoas que a apreciam. Isso torna a contemplação rica e profunda, pois o espírito da obra é sentido pelo fruidor.

Por isso, para desfrutar plenamente da arte, solte a mente e abra o coração. Permita-se ser tocado pela obra.

 

 

Estudo (2003) em pastel para o quadro "Colonato di San Pietro". Por Tamara Nowascky

Muitos ao ver uma obra de arte se preocupam sobre como devem olhá-la, o que devem pensar, e como devem analisá-la. Se tensionam com pensamentos baseados naquilo que outros já disseram a respeito, ou por fórmulas de análise, e acabam deixando de sentí-la.

Sentir uma obra de arte verdadeira é sentir o espírito do artista que a fez. O sentimento traz profundidade, traz realidade, traz o que importa realmente, a essência da obra.

Com o sentimento presente, recebemos a mensagem que o artista apresenta através da obra. Nos conectamos com ele e intuitivamente sentimos suas intenções.

Sentir é não se prender à forma, não se deixar levar por ela, e sim se concentrar no sentimento, naquilo que o coração está manifestando.

A obra feita com o coração tem o poder de passar a identidade do artista, seus valores, suas crenças e suas intenções mais profundas – que ficam magicamente na obra e são captadas inconscientemente pelas pessoas que a apreciam. Isso torna a contemplação rica e profunda, pois o espírito da obra é sentido pelo fruidor.

Por isso, para desfrutar plenamente da arte, solte a mente e abra o coração. Permita-se ser tocado pela obra.

 

Salada de berinjelas e abobrinhas

 

Continuando na temática de alimentação natural, uma receita de salada de berinjelas postada por Mônica Hering na confraria do patchwork me inspirou a prepará-la com a adição de abobrinhas que vão tão bem com berinjelas e tomates, cottage e os deliciosos tomates secos, sem contar o sabor especialíssimo das nozes pecan salgadas e torradas na hora quase de servir.

Posto aqui a receita para inspirar você ao preparo de sua alimentação, saudável e energeticamente  prazeirosa.

Salada de Berinjelas e Abobrinhas

1 berinjela cortadas em cubos
1 abobrinha verde grande e firme
2 colheres (sopa) de azeite de oliva temperado
2 dentes de alho bem picados
tomates cereja
tomates-secos
Sal e pimenta do reino
Orégano

Para temperar:

Azeite de oliva
Aceto balsâmico a gosto
Folhas de manjericão fresco, picadas
Sal e pimenta do reino
Tomate cereja ou tomate seco
Queijo cottage
Nozes salgadas

Em uma frigideira aquecer o azeite e sue o alho. Acrescentar a cebola e suar até que fique transparente. Juntar a berinjela e a  abobrinha, o aceto, sal, pimenta e o orégano. Refogar até que a berinjela esteja cozida, mas não muito mole. Tirar do fogo e deixar esfriar.

Refogando a Salada

Bater no liquidificador (ou processador) o azeite, aceto, manjericão, sal e pimenta.

Colocar o refogado em uma tigela e temperar com a mistura processada.

Acrescentar o queijo cottage e os tomates.

Levar à geladeira.

Colocar as nozes com um pouco de sal numa frigideira e levar para tostar ligeiramente até que adquiram crocância.

Salada de Berinjelas e Abobrinhas

Cuidando para não queimar, desligar o fogo. No momento de servir enfeitar a salada com as nozes. Essa salada fica interessante servida com folhas verdes como rúcula e alface americana.

Minha família adorou!

Conheça meu blog de pâtisserie: http://ehbb.blogspot.com/

Alimentação Natural e Saudável

 

Alimentação natural pode ser orientada sob várias vertentes. Pode ir desde alimentação vegetariana, macrobiótica, vegan, até simplesmente uma alimentação com a busca do que é inerente à natureza, simples e de preferência, muito saudável.

 

Pirâmide da Dieta Vegetariana

 

A busca aos ingredientes a serem usados e o critério dessas escolhas  pode ser o fator que tornará ou não seu alimento natural e saudável.

Quanto mais in natura, mais próximo à natureza puder ser obtido e preparado, melhor. O evitar alimentos industrializados, plenos de químicas, processos em massa e conservantes, com certeza, é muito importante. Alimentos orgânicos, cultivados sem agrotóxicos, sem conservantes, sem remédios ou criados dentro de especificações da lei que classifica-os como orgânicos com seu  selo de autenticidade são aqueles que deveríamos colocar dentro de nossas cozinhas sempre.

Se no preparo do alimento for usada cocção, que seja cuidada, consciente e com conhecimentos para que não sejam perdidos os elementos nutricionais desse alimento e que traga sim a valoração do mesmo, tanto em termos de cor como textura, sabor, aroma e aparência. O ser humano invariavelmente usará todos esses critérios ao consumir sua comida, (ou deveria fazê-lo- deixando um pouco de lado a pressa e o viver no automático) para ter uma alimentação natural e principalmente saudável.

Não pense que essa alimentação não lhe dará trabalho. Dará sim, consumirá tempo e energia para a limpeza, preparo e apresentação desses alimentos. Sinceramente, essa dedicação poderá lhe proporcionar um grande bem estar, saúde e a sensação de estar bem saciado e  alimentado e melhor, de ter feito corretamente sua ‘lição de casa’, respeitando esse corpo, essa máquina maravilhosa que sua alma habita.

O equilíbrio dos tipos de alimentos escolhidos também é importante que seja bem olhado, para isso entra o trabalho do nutricionista, que pode melhor orientar cada um, dentro de suas preferências pessoais. Encontramos em vários sites de nutrição e alimentação vegetariana as tão faladas pirâmides alimentares que orientam quais alimentos devem ser consumidos em maior ou menor proporção.

A Pirâmide  ovo-lacto-vegetariana que, como diz o nome, permite o consumo de ovos, lácteos e seus derivados mas não carne, peixes ou aves; em sua base estão os cereais integrais, massas e pão de um lado e legumes, soja e derivados de outro:

Pirâmide Ovo-Lacto Vegetariana
Fonte: http://universoalimentos2.blogspot.com/2010/08/10-dicas-para-uma-dieta-vegetariana.html

Já na pirâmide vegan não aparecem alimentos de origem animal:

Pirâmide Vegan
fonte: http://universoalimentos2.blogspot.com/search?q=pir%C3%A2mide+vegetariana&searchsubmit.x=0&searchsubmit.y=0,

A Pirâmide da Dieta Mediterrânea, tão comentada,  com atividade física cotidiana inclusa, tem como base pães, massas e carboidratos em geral:

Pirâmide da Dieta Mediterrânea
fonte: http://www.sonutricao.com.br/conteudo/alimentacao/p3.php

As Pirâmides Funcional e de Harvard, que dão ênfase ao exercícios, integrais,  consumo de água e óleos vegetais o que parece ser a concepção mais atual de equilíbrio alimentar para o caso de pessoas não vegetarianas:

 

Pirâmide Funcional e de Harvard
fonte: (http://www.sonutricao.com.br/conteudo/alimentacao/p4.php

Após esse passeio entre pirâmides alimentares onde cada um escolhe a sua vertente, desejo apenas ressaltar a importância do livre-arbítrio de cada um, da consciência presente e da busca ao equilíbrio nas escolhas do alimento de cada dia.

 

Volto agora o foco para a gastronomia, minha base, e sugiro começarmos uma alimentação saudável a partir de um simples e saboroso arroz integral.

 

ARROZ INTEGRAL BÁSICO

1 xícara de arroz integral (prefiro o cateto por achar mais saboroso)
1 lance de azeite de oliva
1 dente de alho pequeno bem picado, ralado ou triturado
Sal a gosto
2 xícaras de água quente

Extras

Gersal a gosto (gergelim preto e branco torrado ligeiramente na frigideira e moído)
Gotas de limão
orégano
Folha de limão kafir
Pimenta-do-reino banca moída na hora
Queijo parmesão ralado
Azeite de oliva extra-virgem temperado

Preparo:

Lavar o arroz e deixar de molho por meia hora em água fervente. De preferência numa panela de pedra, refogar o alho no azeite de oliva até exalar seu aroma (suar o alho), acrescentar e o arroz escorrido.

 

 

Refogar ligeiramente, acrescentar a água e o sal. Se quiser acrescentar os temperos extras, nessa hora colocar orégano, pimenta do reino, folha de limão e as gotas de limão. Quando levantar fervura abaixar bem o fogo e tampar a panela.

 

 

Deixar ferver até os grãos estarem macios, al dente, e absorverem toda a água sem grudar no fundo da panela.

 

 

 

Se quiser usar mais extras sugeridos, colocar um pouco de azeite extra-virgem temperado, gersal e parmesão depois de servir na travessa. Fica uma delícia! Bom apetite!

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Perigo com as pipas

Passaro morto
Este bem-te-vi foi mais uma vítima das linhas cortantes de rabiola, em Florianópolis.

Mensalmente dezenas de pássaros sofrem ferimentos ou são mortos em consequência do contato com as linhas cortantes de pipas. Os animais colidem com as linhas durante o vôo ou se enroscam em segmentos dessas linhas caídos em árvores ou postes. Em áreas urbanas em que a prática de empinar pipas ainda é frequente, telhados e árvores próximas costumam receber pipas que caem com restos dessa linha, usada pelos aficcionados para cortar as linhas de outras pipas.

As linhas cortantes são usualmente uma produção caseira que acrescenta à linha um tipo de cera misturada a pó de vidro, conhecida como cerol. Proibida por legislações municipais nas principais cidades brasileiras, essa linha cortante já demonstrou trágicamente seu poder destrutivo ao provocar a morte de motociclistas que tiveram suas gargantas cortadas pela linha. Invisível em razão de sua pouca espessura, a linha cortante pode se estender a baixa altura ao longo de vias públicas e atingir as áreas desprotegidas do corpo de pedestres ou motociclistas. Os ferimentos provocados por esse produto são graves e de difícil cicatrização.

Instituições de proteção à fauna fazem frequentes apelos à comunidade para que desestimulem os jovens do uso do cerol, não só pelo risco que isso que representa para animais e pessoas, mas também porque se trata de uma prática criminalizada que pode resultar em prisão dos responsáveis pelo uso da linha. No entanto os resultados dessas campanhas são ainda muito tímidos, uma vez que se constata que os principais usuários do cerol são adultos, resistentes à idéia de abandonar essa prática.

Veja a matéria publicada pela ANDA (Agência de Notícias dos Direitos dos Animais):
Linhas de pipa põem em risco a vida de pássaros do Rio de Janeiro.