Uma das obras que foram rapidamente retiradas da feira

A décima primeira edição da feira File (Eletronic Language International Festival), que acontece uma vez por ano em São Paulo, decepcionou muitos de seus visitantes. Aqueles que já estão envolvidos na área de tecnologia, arte digital ou design, pouco se impressionaram com a exposição, que acontece no prédio da FIESP, na Avenida Paulista.

Vivemos em uma geração que está tão acostumada com a tecnologia, que ao ouvir falar de uma exposição de arte tecnológica, criamos grandes expectativas. É de se esperar, portanto, que os efeitos de uma feira como a File não sejam de absoluta admiração. Entretanto, os games que demoram vários minutos para carregar (quando carregam!), robôs que funcionam quando querem e uma quantidade limitada de obras, causou horror em entusiastas da tecnologia. Além disso, as projeções em prédios, grande trunfo do evento, aconteceram sem aviso prévio em determinados momentos da primeira semana de exposição. Ou seja, aqueles que realmente apreciariam esse tipo de arte, provavelmente não estavam lá para vê-la, pois não sabiam quando ela iria acontecer.

Paula Suyene, 20, estudante de design, foi uma visitante que se decepcionou profundamente. Ela afirma ter gostado muito da do ano anterior, e espera mais da nova edição da feira: “eles tiraram as obras que expuseram fora do prédio muito cedo, no ano passado tinha o que ver em toda a Paulista”. Ela ainda demonstra sua insatisfação em relação às obras de dentro do prédio: “a feira está muito pobre esse ano,
a maioria das invenções legais estava quebrada, ou em manutenção.”

Esperemos que a FILE do ano que vem seja mais bem organizada e rica, para que agrade não somente as crianças, como foi o caso desse ano, mas também aqueles que já estão ligados à tecnologia e aos apreciadores da arte contemporânea.