Espetáculo independente faz sucesso sem patrocínio

A falta de investimento na cultura, inclusive no teatro, não é nenhuma novidade no Brasil.
A peça teatral “Baião de Dois”, apresentada em São Paulo por Vida Vlatt e Renato Galvão, é uma iniciativa dos próprios atores para, segundo Vida, “trazer alegria e risadas para as pessoas”, e não conta com patrocínios ou ajuda do governo. Ao encerrar cada apresentação, a atriz explica que a divulgação é mesmo feita pelo “boca-a- boca”, e pede para que o público recomende a peça para quem tiver interesse. O ingresso que for passado a diante, garante um desconto para a próxima pessoa que for assistir à peça.
“É muito difícil fazer teatro sem patrocínio”, afirma Renato, “porque temos muitos gastos. Fazemos a divulgação com o que é possível, fazendo permutas e parcerias com empresas”.
Apesar de todos os percalços, a peça, que foi escrita pela própria atriz do espetáculo, Vida Vlatt, muito conhecida por sua interpretação de Ofrásia, no antigo programa do Clô, faz grande sucesso. A apresentação é dividida por diversos esquetes, historinhas curtas de humor, e faz rir quem quer que a esteja assistindo.
“Você não pára de rir”, diz Renata Carvalho, bióloga, que já assiste à peça pela segunda vez, “é um humor popular, você pode ser rico, pobre, culto, ou ter qualquer profissão, tenho certeza de que vai rir”. A opinião parece ser unanime, as risadas não param de ecoar na platéia. Os próprios atores reconhecem pessoas que já assistiram à peça antes, e brincam com eles.
Embora haja um grande número de personagens, eles são interpretados por apenas dois atores. “Quanto menos gente”, diz Renato, “mais responsabilidade para os atores, e mais texto para decorar”. Realmente, não parece nada fácil para Renato e Vida, já que, a cada cena, os dois precisam interpretar personagens completamente diferentes, e até trocar de figurino. Os atores, entretanto, não demonstram qualquer insatisfação em relação ao seu trabalho: “Quem faz teatro, faz pelo prazer”, afirma Renato.
Os esquetes vão desde contos de fadas satirizados a bizarras traduções simultâneas para surdos. Além da constante interação dos atores com a platéia, há sempre a distribuição de brindes ao final de cada apresentação.
O espetáculo “Baião de Dois” acontece toda quinta-feira no teatro Ressurreição, na Rua dos Jornalistas, 123, às 21:00. O ingresso pode ser comprado na bilheteria do teatro pelo valor de 40,00 reais. A Classificação é 14 anos.
Mais informações: www.teatroressurreicao.com.br

Clique no link a seguir para fazer o download de um flyer para ganhar um grande desconto no seu ingresso.

A Fada

Fadas são representadas frequentemente nas artes. Aparecem na dança, na música, na poesia, na pintura, e em outras formas de expressão da Arte. É um de meus temas prediletos, como se pode ver na imagem ao lado, que retrata um trecho de um de meus trabalhos com arte digital. Para mim a fada é uma criatura sublime e liberta. É invisível aos nossos olhos por ser uma essência da vida. Ela está sempre celebrando a Natureza e a vida, como numa dança amorosa e alegre.

Acredito que uma fada possui poderes mágicos. Através do coração ela usa um poder transformador para fazer surgir algo que estejamos desejando. E também através do coração é que podemos contatá-las e senti-las. Por não ter uma forma, podem se manifestar onde e como queiram, até mesmo em nós, seres humanos – como uma atitude ou um “insight”.

Elas se manifestam onde há vida pura e divina, pois são protetoras do bem e do amor. Um bom coração as atrai, faz com que elas se sintam bem e compartilhem seu entusiasmo. Elas dão forma e colorem ainda mais o ambiente projetando seu brilho vital.

Através de sua vibração, criam calor e magia. E por se encontrarem no coração sua magia é verdadeira, da natureza do bem. Realizam aspirações do nosso ser mais profundo, como também dos outros seres da natureza.

Sua existência é uma dança contínua, imperecível e eterna. Podem ser encontradas em meio à vegetação, na água, ou em outros locais que concentram vitalidade e movimento. Conforme acreditamos nelas e nos identificamos com elas, se fazem perceber com maior facilidade, podendo até mesmo se integrar ao nosso dia a dia, passando a fazer parte da nossa vida.

Eu acredito nas fadas, e você?

 

 

O Mundo Mágico de Escher

Exposição do artista holandês está em São Paulo até 17 de julho de 2011

Famoso por seus desenhos que retratam uma arquitetura impossível, o matemático holandês Maurits Cornelis Escher, produziu, durante sua vida, por volta de 488 litografias, esculturas e gravações em madeira, e mais de 2000 desenhos.

Escher nasceu em 1898, em uma época em que se pensava que o advento da fotografia iria muito em breve substituir as pinturas. Provando o contrário, Escher criou desenhos que jamais poderiam ser reproduzidos através da fotografia, focados naquilo que é fisicamente impossível e fazendo intenso uso da ilusão de ótica. Apesar de ter produzido outras obras de excelente qualidade, mais convencionais, foram essas suas estranhas criações que o fizeram famoso. Apesar de nunca ter chegado ao terceiro grau, Escher usava recursos de matemática avançada para a produção de sua arte.

A exposição de suas obras, que acontece em São Paulo, no Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB, desde o dia 19 de abril, traz 95 obras originais do artista, além de projeções 3D e obras com a qual o público pode interagir. A entrada é gratuita e está aberta a visitantes de todas as idades.

O Mundo Mágico de Escher :: 19 Abr a 17 Jul :: Local: Subsolo, térreo, 1º, 2º e 3º andares | CCBB SP :: Horário: Terça a domingo, das 09h às 20h

 

 

 

Iogurte feito em casa

Olá, entre os básicos de uma alimentação natural está o iogurte caseiro.

Produtos lácteos fermentados têm sido essenciais na dieta humana em muitas regiões do mundo desde tempos imemoriais. Aparentemente passaram a ser consumidos desde que passamos a criar animais domésticos quando pastores perceberam a fermentação do leite, espontânea, que carregavam em suas bolsas confeccionadas com couro de cabra. As evidências mostram essas associações com os povos sumérios e babilônios da Mesopotâmia, egípcios, no norte de África, leste, e indo-arianos da Índia. Os Vedas, antigas escrituras indianas, que datam de 5.000 anos, mencionam o dadhi. Também  na medicina Ayurvédica o leite fermentado (Dadhi) é citado como benéfico para a saúde e com propriedades para combater doenças.

Sônia Hirsch o classifica entre “coisinhas azedas do bem” em seu livro “Candidíase – a praga”. Ela escreve que o leite de vaca in natura pode causar uma série de problemas digestivos e alergias, além de ser produzido com hormônios e antibióticos. Fermentado, o mesmo leite se torna benéfico para a maior parte das pessoas, desde consumido com moderação.

 

Iogurte é bem fácil de ser preparado, basta tomar cuidados extras com alguns ítens de higiene dos utensílios a serem usados, de preferência em vidro, cerâmica ou aço inox.

Agora no outono e inverno, com temperaturas mais baixas, uma iogurteira é bem vinda, mas não necessária. Há formas de driblar sua ausência e produzir delicioso iogurte, sem químicos e sem ser industrializado. O forno pode ser aquecido a 50°C por uns minutos, desliga-se e então colocam-se os vidrinhos ou panela envoltos em uma toalha grande ou um pequeno cobertor (mas se estiver muito frio esse calor inicial não vai deixá-lo tomar consistência que se deseja). Uma caixa de isopor pode também ser aquecida com água de quente para morna (deixar cerca de uns 2 dedos de água morna) e colocar  os vidros ou panela dentro. Vítor Hugo sugere também a possibilidade de se fazer dentro de uma garrafa térmica, de uso exclusivo para isso, se levar-se em conta o cuidado especial com a higiene desta após cada uso. Já no verão costumo colocar os vidros dentro do forno pois acho que na iogurteira ele fica muito aquecido, sabor azedo demais e dessora um pouco. Isso porque minha iogurteira já é velhinha, tem mais de 20 anos… é elétrica, da Arno.

O iogurte precisa ficar bem quietinho enquanto se desenvolve, não é bom ficar mexendo nele ou trocando de lugar.

Para um iogurte inicial, embora possam ser usados iogurtes naturais industrializados como isca para o início do processo (lembra dos poréns acima levantados por Sônia Hirsch? ) , eu prefiro mil vezes iniciar seu cultivo com o fermento lácteo probiótico sem conservantes, próprio para isso: conheço a marca Bio Rich que funciona como eu gosto. Não é propaganda, apenas a-do-ro seu resultado e sabor em meus iogurtes.

Costumo prepará-lo em vidros pequenos, em geral faço 6 com 1 litro de leite daqueles de saquinho, de preferência tipo “B”, “A” ou premium. A gordura dá consistência e saboriza. Já caí na tentação e acrescentei umas 3 colheres de sopa de creme de leite fresco ao leite na hora de colocar a isca – obviamente fica delicioso mas ninguém pode ficar comendo gordura demais diariamente! E para se produzir iogurte desnatado vai ser necessário acrescentar gomas e amidos tal os industrializados, pois, com leite desnatado só conseguiremos produzir um iogurte muito líquido, aguado. A cada vez que você prepara deve guardar pelo menos 1 colher de sopa grande de iogurte pronto na geladeira para servir de isca para a próxima produção. Se bem conservado, pode ser reusado inúmeras vezes, essa isca, sempre renovada, pode ser guardada por anos. Agora, se por algum motivo você demorou a produzir de novo, a isca pode ter ficado velha, não custa conseguir no fermento lácteo para reiniciar o processo.

Vamos à receita:

IOGURTE NATURAL

1 litro de leite de saquinhos tipo “B”

1 envelope de Bio Rich (fermento lácteo probiótico para preparo de iogurte) ou 1 boa colher de sopa de iogurte natural preparado anteriormente ou industrializado.

1 colher de leite em pó desnatado (não costumo usar – mas dá maior consistência)

PREPARO:

Aqueça o leite até que um pouco antes de ferver (gosto de levar até cerca de 75°C) numa panela de aço.

Deixe-o esfriar até que chegue a 45°C. Se não tiver termômetro, teste com seu dedo minguinho: vc tem de conseguir deixá-lo dentro de leite aquecido por 10 segundos sem se queimar.

Nessa temperatura acrescente a isca (iogurte pronto). Se em vez de isca você for usar o fermento lácteo, primeiro coloque um pouco do leite num vidro e o conteúdo de um envelope. Misture bem e desmanche as bolinhas cor-de-rosa que ficarem antes de misturar ao restante do leite. Há quem coloque 1 colher de sopa de leite em pó nesse momento, para que fique bem firme. Eu não acho necessário.

Feito isso, misture tudo junto com um fouet. Passe para os vidrinhos ou panela ou utensílio de cerâmica e leve à iogurteira, ao forno, à caixa de isopor/ sacola térmica ou para a garrafa térmica. Cubra com a tampa ou com filme plástico.

Cubra tudo agora com um cobertor ou toalha grossa se for inverno. Deixe descansar por cerca de 5 horas na iogurteira, 7 horas se estiver no forno  ou até que o iogurte já tenha chegado à consistência que você goste.

Quando está pronto, retire da iogurteira e guarde na geladeira. Sua validade é para uma semana no máximo.

Um dos meus vidros invariavelmente vai para a gaveta especial da geladeira (ainda que uma colher de sopa bem cheia já seja o suficiente para seu preparo), escondido entre frutas secas, farinhas e grãos a serem usados para o café da manhã: linhaça dourada que compro as sementes e môo no liquidificador em pequenas quantidades e guardo na geladeira para usar, aveia, amaranto, damascos, peras secas, passas, etc.

Seus usos? dos mais diversos: puro, com geléia de morango, com a fruta e/ou granola da manhã, no tempero de uma bela salada (com alho, sal, gotas de limão, salsinha, cebolinha e azeite de oliva – por exemplo), no tempero da carne assada ou do frango; no preparo da coalhada seca para acompanhar seu pão integral em vez de manteiga, na confecção das Amabariss (bolinhas de coalhada seca temperada), no preparo de sobremesas e cremes doces (pode ser usado junto com creme de leite fresco e cream cheese no tiramissu em lugar do mascarpone), em cheesecakes… há muitas formas  e receitas para empregá-lo!

Sem contar que seu trabalho, seu carinho e sua energia estarão impressos no alimento que irá consumir!

Abraços!

Cultura chinesa com a Universidade de Hubei

A união entre o Brasil e a China tem se tornado cada vez mais forte nos últimos anos. Uma prova disso, são os inúmeros eventos que trazem um pouco da extensa cultura chinesa para o Brasil. A instituição Confúcio, que fica na UNESP Barra-funda em São Paulo, promove muitos desses eventos, e um deles reúne estudantes da universidade de Hubei, na China, para se apresentar no Brasil.
Após uma longa introdução do que seria apresentado naquela noite e os agradecimentos dos diretores da UNESP, da instituição, da universidade de Hubei, entre outros colaboradores, das quais alguns precisaram de tradução simultânea, o show começa. A apresentadora, que fala em português, mas com típico sotaque chinês, convida os alunos brasileiros a cantarem uma música em chinês. Apesar dos aplausos, pude perceber a expressão de apreensão estampada no rosto da platéia. Eles, provavelmente, se perguntavam o mesmo que eu: “será que o show vai ser assim até o final?”
A incrível apresentação da “Dança do Dragão” acabou com essa dúvida. A partir dela, todas as apresentações foram ótimas. Um cantor chinês impressionou a platéia ao se revelar um tenor de um metro e meio. Sua voz grave ecoou pelo salão tanto em chinês quanto em português, ao cantar “Se Essa Rua Fosse Minha”. As apresentações de Wushu, porém, deixaram a desejar, pelo menos para aqueles que já assistiram inúmeros campeonatos de Kung-fu como eu e minha irmã. Entretanto, muitos pareciam impressionados com os saltos acrobáticos dos atletas. As apresentações de Tai chi e dança chinesa impressionaram em sincronia, estética e ritmo. Uma poesia foi escrita em palco, enquanto um músico tocava pipa, instrumento típico chinês.

A “Dança do Leão”, apresentada por último, fechou a noite com “chave de ouro”. A dança típica, muito praticada por atletas de Wushu, rendeu a ida até o anfiteatro. A dança consiste na performance em conjunto de dois atletas, um age como a parte da frente do leão, ou seja, a cabeça e as patas dianteiras, enquanto o outro representa o corpo e as patas traseiras. Com a fantasia tradicional e a coreografia muito bem ensaiada, os artistas fazem o público acreditar na criatura que eles formam. A cabeça do leão, feita de madeira e tecidos, possui diversos mecanismos, inclusive para abrir a boca e piscar os olhos. Dois desses animais carismáticos foram ao palco, e até à platéia, junto com o “domador” que os guia.
As apresentações em geral não deixaram a desejar, mostrando a cultura chinesa em vários aspectos, como a dança, a arte marcial, a poesia e a música. A interação com o público era constante, ora com as perguntas da apresentadora, ora com os artistas servindo chá ou dando a chance para as crianças brincarem com as fantasias. Recomendo a qualquer pessoa que tiver a oportunidade de assistir aos artistas da universidade de Hubei que não perca essa chance de ouro.

Índia – O Vale das Flores

Entre julho e agosto, durante a estação das monções (fortes chuvas) é possível assistir, nos Himalaias, a um extraordinário espetáculo de beleza e magia – centenas de espécies de flores surgem por um curto período, transformando um dos vales de Uttarakhand (Uttaranchal Pradesh), na Índia no mais belo cenário natural do mundo.

A 3400 metros, caminha-se no céu...

O caminho para Badrinath, um dos mais sagrados locais de peregrinação do Hinduísmo, oculta o acesso a um vale que os habitantes da região acreditam desde a Antiguidade ser habitado por “apsarasas” (espécies de fadas na mitologia hindu). Devido ao temor de ser levados para o além por essas fadas, jamais alguém se atreveu a montar residência nesse vale, que manteve sua exuberante natureza silvestre intacta até os dias atuais. O local é conhecido como “Vale das Flores”.

Com uma área de quase noventa quilômetros quadrados, esse vale está elevado a mais de 3.000 metros acima do nível do mar, encravado ente montanhas de cerca de 7.000 metros de altura. A beleza geológica desse cenário já é, por si mesma, estonteante. Mas é na época das chuvas que a presença das “fadas” se manifesta na forma de uma floração simultânea de mais de 300 espécies diferentes de flores – entre orquídeas, prímulas, calêndulas, margaridas, gerânios, rododendros, papoulas e dezenas de espécies exóticas com as mais variadas cores e formatos. Embora haja florações pontuais desde o derretimento das neves do inverno, em março, é no período de julho a agosto que quase todas as espécies mostram seu colorido para uma população de borboletas, antílopes, lebres e pássaros das montanhas.

Algumas flores se expõem individualmente ou em pequenos grupos, enquanto outras se estendem como carpetes por largas extensões do terreno. As nuvens baixas que passam pelo vale dão ao visitante a sensação de estar caminhando em algum lugar próximo do céu. Para quem gosta de fotografar a vida natural, a variedade de assuntos é inimaginável.

The Valley of FlowersO vale é ladeado por densas massas florestais de bétulas e outras espécies arbóreas, onde vivem alguns pequenos ursos e leopardos brancos da neve, e se abre num largo altiplano onde viceja a baixa vegetação – que oferece o raro espetáculo das flores. Esse altiplano é banhado pelo rio Pushpavati (em Sânscrito, “cheio de flores”), que desce em cachoeiras na direção do rio Alakananda – o dois dois braços fluviais que constituem o rio Ganges. Lendas locais alegam que esse foi o local em que o deus-macaco Hanuman encontrou as ervas medicinais que salvaram a vida do herói Lakshmana, no épico Ramayana.

Ocidentais descobriram a existência do Vale das Flores acidentalmente, em 1931, após uma expedição bem sucedida ao monte Kamat, na mesma região.

O Vale das Flores é reconhecido como um santuário da vida silvestre pela ONU, que através da UNESCO incluiu este parque nacional e o parque da montanha Nanda Devi entre as “Heranças do Mundo”. O local é protegido por um cuidadoso programa de preservação, que impede, entre outras coisas, a ocupação humana e até mesmo o acampamento provisório de pesquisadores.

(matéria publicada anteriormente em Yogaforum.org)

Azeite de oliva temperado

O Azeite de Oliva

É um produto obtido a partir de azeitonas (Olea europaea L.), tratando-se de um sumo de frutos. Desta designação são excluídos produtos obtidos com ajuda de solventes ou misturas com outros tipos de óleos.
O ar, a luz e o calor afetam o azeite de oliva, por isso, convém conservá-lo em embalagens lacradas, em temperatura ambiente e distante da incidência direta da luz.
A cor não indica a qualidade de um azeite de oliva.
De forma diferente do que acontece com alguns vinhos, o azeite não melhora com o tempo, devendo ser consumido o quanto antes, de preferência dentro do primeiro ano de produção. Quando bem conservado, seu prazo de validade é de três anos.
São necessários entre quatro e cinco quilos de azeitonas, o fruto da oliveira,  para produzir 1 litro de azeite de Oliva.
A partir da prensagem de azeitonas maduras obtém-se o azeite de oliva virgem, que é tratado exclusivamente por processos físicos: lavagem, moagem, prensa fria e centrifugação. O resultado é um produto não fermentado de baixa acidez (no máximo 2º).

A União Européia classifica azeites de oliva da seguinte maneira:

  • São considerados azeites extravirgens aqueles cuja acidez é menor do que 0,8 % e que apresentaram atributos positivos suficientes em testes sensoriais. São produtos de alta qualidade gastronômica e no dia-a-dia são utilizados para finalização de pratos ou saladas. Industrialmente podem ser misturados com outros tipos de azeite.
  • Os azeites de oliva com acidez entre 0,8% e 2% são conhecidos comoazeite de oliva virgem. Na sua comercialização podem receber o epíteto fino. Seu principal uso é o culinário e quando usados industrialmente são mesclados com outros tipos de azeite.
  • Os azeites com acidez maior do que 2% denominam-se azeite de oliva virgem lampante. Destinam exclusivamente para uso industrial na mistura com outros azeites de Oliva.
  • Azeites que superam o grau de acidez de 2% ou que por problemas climáticos ou de processo apresentam defeitos sensoriais são destinado ao refino. O refino não modifica a estrutura química do azeite de oliva e elimina os seus defeitos resultando em um produto com acidez não superior a 0,3%. O azeite refinado não é vendido aos consumidores e destinam-se exclusivamente a utilização industrial, ou seja, são misturados com outros azeites de oliva.
  • A mistura de azeite refinado com azeites de oliva vingens (extra, fino ou lampante) recebe a denominação genérica azeite de oliva. O grau de acidez final não pode superar a 1%. Essa limitação modula a utilização dos azeites virgens na produção do azeite de oliva. Ou seja, para atende-la, os fabricantes se obrigam a utilizar mais azeites de oliva extravirgem (ou fino) do que o lampante na elaboração do azeite de oliva. A principal utilização do azeite de oliva é culinária. (fonte: azeite.com )

Azeite de Oliva Temperado

Parece tão simples para alguns, mas para outros aquele azeite de oliva extra virgem marcante, temperado, é tão especial e imaginariamente complicado de preparar…

Como nas duas receitas anteriores ele foi empregado, vamos desvendar seus segredos para você também poder prepará-lo e degustá-lo.

Eu diria que sou exagerada e já gosto de incluir várias ervas e temperos quando preparo um vidro; se seu paladar lhe pede um azeite específico para cada uma delas, por que não? Escolha sua erva preferida, talvez somente limão siciliano, ou faça várias garrafas, cada qual com seu sabor.

Minha forma de prepará-lo é a seguinte:

INGREDIENTES:

500 ml de azeite de oliva extra-virgem de ótima qualidade

ervas frescas a sua escolha: manjericão, alecrim, sálvia, orégano, hortelã

2 dentes de alho com uma camada de casca

1 pimenta jalapeño ou dedo de moça ou malagueta fresca; pimenta do reino preta, branca ou verde; pimenta rosa;

alcaparras, azeitonas pretas ou verdes, castanha do pará, amêndoas, raspas de limão siciliano, o que preferir

1 vidro e 1 bico especial para azeites

1 espeto para empurrar as ervas no vidro

PREPARO:

Higienize cuidadosamente uma garrafa de vidro de tamanho suficiente para acondicionar a(s) erva(s) e o azeite da seguinte forma:

Coloque água a ferver em uma panela alta de aço (de preferência); ao entrar em ebulição,  coloque uma fralda de tecido no fundo (para que a garrafa não bata e fique mais firme) e arrume a garrafa dentro; deixe ferver por 2 minutos. Retire-a com uma pinça e vire-a ao contrário, fundo para cima. Deixe mais 2 minutos. Retire-o, deixando descansar sobre um pano bem limpo e deixe escorrer por 10 minutos com a superfície virada para baixo. Ferva a tampa também se não for de plástico. Acho prática a tampa com molinha que vem num azeite português comercializado no Brasil pois evita desperdício e pingos fora de lugar para a pessoa se servir.

Higienize os ingredientes que for usar com cloro diluído em água filtrada, seque-os numa centrífuga para saladas: .

Escolha galhos bonitos das ervas  como manjericão, alecrim, tomilho… e insira-os na garrafa. Se precisar use um espetinho para empurrar. O alho pode ficar com a casca fina; se quiser que dê mais sabor, amasse-o ligeiramente com uma faca. É bom dar um corte em cruz na ponta da pimenta para ela não boiar no azeite. Acrescente as sementes, as conservas (se for usar azeitonas ou alcaparras, as pimentas, os alho, etc). Aqueça o azeite numa jarra (também muito bem higienizada) no microondas, por cerca de 30 segundos e coloque-o sobre as ervas até preencher bem a garrafa. Não deixe o azeite aquecer demais, cada microondas leva tempos um pouco diferentes.

Deixe descansar de 3 a 5 dias pelo menos antes de empregar. Com o tempo a pimenta poderá ficar mais forte então cuide com a variedade que irá usar para que fique de acordo com seu paladar de preferência.

Fica muito interessante sobre saladas, sobre cottages, coalhada seca, risotos… Gosto também de usar ao preparar alimentos, para temperar uma arroz integral, para muita produções, enfim. Lembrando que, no momento em que se aquece ele na panela,  estará perdendo parte de suas propriedades de extra-virgem pois pode oxidar no fogo. Ainda assim, fica muuuito saboroso! Experimente!

Conheça meu blog de pâtisserie: http://ehbb.blogspot.com/

Deusas da Galeria Celestial

Obra mostra deusas representadas pela tradição artística do Tibete e do Nepal

Esta belíssima publicação sobre arte oriental foi criada por Romio Shrestha, um artista Nepalês do vale de Katmandu (Nepal), que pinta no estilo Newari. Shretstha vive parte de seu tempo no Nepal e parte na Irlanda, com sua esposa, Sophie, e quatro filhos.

O livro retrata, pelas mãos habilidosas de Shrestha, as inúmeras faces da deusa que representa a força feminina que anima o Universo. No total, 52 obras estão reproduzidas na publicação, que para assegurar a melhor reprodução dos detalhes foi impressa num formato fora do usual: 42,5 cm x 61 cm.

O texto está traduzido para o Português, e foi editado pela Editora Paisagem, de Portugal. Conta com prólogo de Deepak Chopra, prefácio de Caroline Myss e Posfácio de Andrew Harvey, que ajudam a compreender a profundidade artística e a importância cultural dos trabalhos ali apresentados.

Este livro está disponível, no Brasil, na livraria Cultura, que você pode acessar pelo link da imagem da capa ou pelo banner abaixo.

 

Uma ilha chamada Brasil

Uma Ilha Chamada Brasil

Para quem gosta de curiosidades sobre nossa história, essa é uma leitura obrigatória. Geraldo Cantarino faz nesse livro uma viagem pelas origens do nome “Brasil”, e leva o leitor ao contato com informações surpreendentes. Muito longe de estar resolvida essa questão do nome do Brasil, Cantarino nos revela que ela é um nó desatado que falta resolver em nosso passado.

Com uma linguagem despojada e clara, muito diferente do habitual em livros que tratam de história, Cantarino avança pelas hipóteses levantadas ao longo dos séculos, sem o compromisso do acadêmico que quer sustentar a própria tese. Mostrando liberdade de espírito, ele chega até mais de três mil anos atrás, quando os celtas designaram “Brazil” uma ilha mítica que se localizava a oeste, para dentro do oceano Atlântico.

Para aqueles que ainda acreditam que o Pau Brasil, a árvore que segundo Alexander Von Humboldt emprestou seu nome ao território, é a melhor explicação para o nome do Brasil, a leitura dessa obra pode abrir um extenso horizonte de novas reflexões. Talvez realmente a história do Brasil esteja imersa em um cenário muito maior e mais profundo do que os meros 500 anos que costumamos atribuir a ela. Só por essa razão já vale a pena a leitura desse delicioso livro.

Como é de se esperar em um trabalho que rasga teses pasteurizadas e oferece novas possibilidades de leitura de nosso passado, alguns historiadores levantaram a voz contra o esforço de Cantarino, alegando que a obra tem pouca sustentação acadêmica. Pois bem, essa é justamente a qualidade que caracteriza um empreendimento inovador no mundo das idéias. Se todo mundo ficasse preso aos estreitos limites do pensamento acadêmico, certamente perderíamos o entusiasmo intelectual e o mundo emperraria por medo das inovações.

Leitura recomendada!

Sentir a arte

Estudo (2003) em pastel para o quadro "Colonato di San Pietro". Por Tamara Nowascky

Muitos ao ver uma obra de arte se preocupam sobre como devem olhá-la, o que devem pensar, e como devem analisá-la. Se tensionam com pensamentos baseados naquilo que outros já disseram a respeito, ou por fórmulas de análise, e acabam deixando de sentí-la.

Sentir uma obra de arte verdadeira é sentir o espírito do artista que a fez. O sentimento traz profundidade, traz realidade, traz o que importa realmente, a essência da obra.

Com o sentimento presente, recebemos a mensagem que o artista apresenta através da obra. Nos conectamos com ele e intuitivamente sentimos suas intenções.

Sentir é não se prender à forma, não se deixar levar por ela, e sim se concentrar no sentimento, naquilo que o coração está manifestando.

A obra feita com o coração tem o poder de passar a identidade do artista, seus valores, suas crenças e suas intenções mais profundas – que ficam magicamente na obra e são captadas inconscientemente pelas pessoas que a apreciam. Isso torna a contemplação rica e profunda, pois o espírito da obra é sentido pelo fruidor.

Por isso, para desfrutar plenamente da arte, solte a mente e abra o coração. Permita-se ser tocado pela obra.

 

 

Estudo (2003) em pastel para o quadro "Colonato di San Pietro". Por Tamara Nowascky

Muitos ao ver uma obra de arte se preocupam sobre como devem olhá-la, o que devem pensar, e como devem analisá-la. Se tensionam com pensamentos baseados naquilo que outros já disseram a respeito, ou por fórmulas de análise, e acabam deixando de sentí-la.

Sentir uma obra de arte verdadeira é sentir o espírito do artista que a fez. O sentimento traz profundidade, traz realidade, traz o que importa realmente, a essência da obra.

Com o sentimento presente, recebemos a mensagem que o artista apresenta através da obra. Nos conectamos com ele e intuitivamente sentimos suas intenções.

Sentir é não se prender à forma, não se deixar levar por ela, e sim se concentrar no sentimento, naquilo que o coração está manifestando.

A obra feita com o coração tem o poder de passar a identidade do artista, seus valores, suas crenças e suas intenções mais profundas – que ficam magicamente na obra e são captadas inconscientemente pelas pessoas que a apreciam. Isso torna a contemplação rica e profunda, pois o espírito da obra é sentido pelo fruidor.

Por isso, para desfrutar plenamente da arte, solte a mente e abra o coração. Permita-se ser tocado pela obra.