Índia – O Vale das Flores

Entre julho e agosto, durante a estação das monções (fortes chuvas) é possível assistir, nos Himalaias, a um extraordinário espetáculo de beleza e magia – centenas de espécies de flores surgem por um curto período, transformando um dos vales de Uttarakhand (Uttaranchal Pradesh), na Índia no mais belo cenário natural do mundo.

A 3400 metros, caminha-se no céu...

O caminho para Badrinath, um dos mais sagrados locais de peregrinação do Hinduísmo, oculta o acesso a um vale que os habitantes da região acreditam desde a Antiguidade ser habitado por “apsarasas” (espécies de fadas na mitologia hindu). Devido ao temor de ser levados para o além por essas fadas, jamais alguém se atreveu a montar residência nesse vale, que manteve sua exuberante natureza silvestre intacta até os dias atuais. O local é conhecido como “Vale das Flores”.

Com uma área de quase noventa quilômetros quadrados, esse vale está elevado a mais de 3.000 metros acima do nível do mar, encravado ente montanhas de cerca de 7.000 metros de altura. A beleza geológica desse cenário já é, por si mesma, estonteante. Mas é na época das chuvas que a presença das “fadas” se manifesta na forma de uma floração simultânea de mais de 300 espécies diferentes de flores – entre orquídeas, prímulas, calêndulas, margaridas, gerânios, rododendros, papoulas e dezenas de espécies exóticas com as mais variadas cores e formatos. Embora haja florações pontuais desde o derretimento das neves do inverno, em março, é no período de julho a agosto que quase todas as espécies mostram seu colorido para uma população de borboletas, antílopes, lebres e pássaros das montanhas.

Algumas flores se expõem individualmente ou em pequenos grupos, enquanto outras se estendem como carpetes por largas extensões do terreno. As nuvens baixas que passam pelo vale dão ao visitante a sensação de estar caminhando em algum lugar próximo do céu. Para quem gosta de fotografar a vida natural, a variedade de assuntos é inimaginável.

The Valley of FlowersO vale é ladeado por densas massas florestais de bétulas e outras espécies arbóreas, onde vivem alguns pequenos ursos e leopardos brancos da neve, e se abre num largo altiplano onde viceja a baixa vegetação – que oferece o raro espetáculo das flores. Esse altiplano é banhado pelo rio Pushpavati (em Sânscrito, “cheio de flores”), que desce em cachoeiras na direção do rio Alakananda – o dois dois braços fluviais que constituem o rio Ganges. Lendas locais alegam que esse foi o local em que o deus-macaco Hanuman encontrou as ervas medicinais que salvaram a vida do herói Lakshmana, no épico Ramayana.

Ocidentais descobriram a existência do Vale das Flores acidentalmente, em 1931, após uma expedição bem sucedida ao monte Kamat, na mesma região.

O Vale das Flores é reconhecido como um santuário da vida silvestre pela ONU, que através da UNESCO incluiu este parque nacional e o parque da montanha Nanda Devi entre as “Heranças do Mundo”. O local é protegido por um cuidadoso programa de preservação, que impede, entre outras coisas, a ocupação humana e até mesmo o acampamento provisório de pesquisadores.

(matéria publicada anteriormente em Yogaforum.org)

Construa seu site com o WordPress

Quando pensamos em construir um site para expor idéias ou produtos na Internet, logo vem à mente a dificuldade que deve envolver tal tarefa. Isso foi verdadeiro até algum tempo atrás, quando algumas das principais empresas do setor da informática decidiram mudar sua estratégia comercial. De uma agressiva disputa para vender mais e mais programas que precisaríamos instalar em nosso computador, passaram a uma pacífica oferta de recursos online que independem do nosso computador, pois são acionados diretamente pelo nosso navegador da Internet. Além do mais, o custo de aperfeiçoamento dessas ferramentas remotas foi reduzido a quase nada porque essas empresas aderiram ao “open source”, ou seja, o compartilhamento do desenvolvimento dos programas com a própria comunidade de usuários.

Dessa maneira surgiram diversas ferramentas gratuitas de software com as quais se pode aperfeiçoar os recursos online oferecidos gratuitamente pelas empresas que deram essa guinada no mercado da informática. O WordPress é resultado de uma dessas iniciativas de oferecer gratuitamente os meios para qualquer pessoa que deseja colocar na Internet um site provido de todas as funcionalidades que se espera de um bom site profissional.

No início, os recursos disponíveis serviam apenas para a construção de “blogs” bem simples. Hoje há diversos sites de empresas que se servem do WordPress para oferecer e vender seus serviços ou produtos. Alguns sites são bastante complexos e mostram recursos visuais de encher os olhos do internauta. E o gerenciamento desses recursos é bastante simples, bastando o usuário se familiarizar com o painel de administração – que é o “cérebro” por trás do site. Por ali se pode reconfigurar a aparência do site, adicionar “plug-ins” que acrescentam recursos adicionais, controlar acessos, acrescentar ou alterar conteúdo, administrar os usuários e muito mais.

O WordPress está disponível como espaço para bloggers no site WordPress.com, mas também pode ser instalado em seu próprio provedor, se ele tiver a disponibilidade da linguagem PHP e mais algumas condições exigidas pelo programa. Para instalar em seu provedor, o download do WordPress é gratuito no site wordpress.org – que também oferece todas as informações que você possa precisar, sobre o WordPress.

Portanto, não importa qual é o tipo ou o porte do site que você gostaria de construir e que achava que seria muito complicado de fazer. Com o WordPress você obtém, gratuitamente, um conjunto completo de recursos atualizados e fáceis de usar, com os quais seu site pode sair da esfera dos sonhos e se tornar uma gostosa realidade.

Deusas da Galeria Celestial

Obra mostra deusas representadas pela tradição artística do Tibete e do Nepal

Esta belíssima publicação sobre arte oriental foi criada por Romio Shrestha, um artista Nepalês do vale de Katmandu (Nepal), que pinta no estilo Newari. Shretstha vive parte de seu tempo no Nepal e parte na Irlanda, com sua esposa, Sophie, e quatro filhos.

O livro retrata, pelas mãos habilidosas de Shrestha, as inúmeras faces da deusa que representa a força feminina que anima o Universo. No total, 52 obras estão reproduzidas na publicação, que para assegurar a melhor reprodução dos detalhes foi impressa num formato fora do usual: 42,5 cm x 61 cm.

O texto está traduzido para o Português, e foi editado pela Editora Paisagem, de Portugal. Conta com prólogo de Deepak Chopra, prefácio de Caroline Myss e Posfácio de Andrew Harvey, que ajudam a compreender a profundidade artística e a importância cultural dos trabalhos ali apresentados.

Este livro está disponível, no Brasil, na livraria Cultura, que você pode acessar pelo link da imagem da capa ou pelo banner abaixo.

 

Uma ilha chamada Brasil

Uma Ilha Chamada Brasil

Para quem gosta de curiosidades sobre nossa história, essa é uma leitura obrigatória. Geraldo Cantarino faz nesse livro uma viagem pelas origens do nome “Brasil”, e leva o leitor ao contato com informações surpreendentes. Muito longe de estar resolvida essa questão do nome do Brasil, Cantarino nos revela que ela é um nó desatado que falta resolver em nosso passado.

Com uma linguagem despojada e clara, muito diferente do habitual em livros que tratam de história, Cantarino avança pelas hipóteses levantadas ao longo dos séculos, sem o compromisso do acadêmico que quer sustentar a própria tese. Mostrando liberdade de espírito, ele chega até mais de três mil anos atrás, quando os celtas designaram “Brazil” uma ilha mítica que se localizava a oeste, para dentro do oceano Atlântico.

Para aqueles que ainda acreditam que o Pau Brasil, a árvore que segundo Alexander Von Humboldt emprestou seu nome ao território, é a melhor explicação para o nome do Brasil, a leitura dessa obra pode abrir um extenso horizonte de novas reflexões. Talvez realmente a história do Brasil esteja imersa em um cenário muito maior e mais profundo do que os meros 500 anos que costumamos atribuir a ela. Só por essa razão já vale a pena a leitura desse delicioso livro.

Como é de se esperar em um trabalho que rasga teses pasteurizadas e oferece novas possibilidades de leitura de nosso passado, alguns historiadores levantaram a voz contra o esforço de Cantarino, alegando que a obra tem pouca sustentação acadêmica. Pois bem, essa é justamente a qualidade que caracteriza um empreendimento inovador no mundo das idéias. Se todo mundo ficasse preso aos estreitos limites do pensamento acadêmico, certamente perderíamos o entusiasmo intelectual e o mundo emperraria por medo das inovações.

Leitura recomendada!

A perversidade banalizada

Às vezes nos perguntamos por que determinadas pessoas são tão cruéis em sua relação íntima com os outros. É difícil compreender que razões levam alguém a odiar uma pessoa que só tem amor para lhe oferecer. Mas esse comportamento surpreendentemente perverso é muito comum, embora seja dissimulado pela vítima, que esconde a atitude maldosa de seu agressor, receosa de complicar ainda mais a sua situação. O quadro complexo das ações perversas sobre pessoas próximas é o objeto de estudo da vitimóloga Marie-France Hirigoyen, que com uma linguagem bastante clara e direta nos oferece uma visão precisa desse problema social, em seu livro “Assédio Moral – A violência perversa no cotidiano”. Fazendo a ressalva de que todos temos nossos momentos de perversão, ela estabelece como foco, no entanto, apenas aqueles indivíduos que fazem da destruição da integridade alheia a sua rotina diária.

Essa obra pode ser de grande utilidade para quem possa estar sob assédio sem ter disso consciência. A autora elucida o tema com precisão e dá ao leitor um roteiro de providências que devem ser adotadas para interromper o ciclo destrutivo da perversão em seus relacionamentos pessoais ou profissionais. Os exemplos levantados retratam situações reais que ilustram bem o assunto e permitem uma percepção clara de seu alcance psicológico e social.

Recomendamos essa leitura com a convicção de que muito sofrimento pode ser evitado quando temos uma visão elucidativa e prática de um problema como esse. Mesmo que o leitor tenha a sorte de ser poupado da perversidade alheia, ainda assim poderá enxergar esse quadro de assédio em pessoas próximas e fortalecer moralmente uma potencial vítima, para que ela escape das armadilhas que surjam em seu caminho.

Para adquirir este livro na Livraria Cultura, basta clicar na imagem da capa.

 

 

Perigo com as pipas

Passaro morto
Este bem-te-vi foi mais uma vítima das linhas cortantes de rabiola, em Florianópolis.

Mensalmente dezenas de pássaros sofrem ferimentos ou são mortos em consequência do contato com as linhas cortantes de pipas. Os animais colidem com as linhas durante o vôo ou se enroscam em segmentos dessas linhas caídos em árvores ou postes. Em áreas urbanas em que a prática de empinar pipas ainda é frequente, telhados e árvores próximas costumam receber pipas que caem com restos dessa linha, usada pelos aficcionados para cortar as linhas de outras pipas.

As linhas cortantes são usualmente uma produção caseira que acrescenta à linha um tipo de cera misturada a pó de vidro, conhecida como cerol. Proibida por legislações municipais nas principais cidades brasileiras, essa linha cortante já demonstrou trágicamente seu poder destrutivo ao provocar a morte de motociclistas que tiveram suas gargantas cortadas pela linha. Invisível em razão de sua pouca espessura, a linha cortante pode se estender a baixa altura ao longo de vias públicas e atingir as áreas desprotegidas do corpo de pedestres ou motociclistas. Os ferimentos provocados por esse produto são graves e de difícil cicatrização.

Instituições de proteção à fauna fazem frequentes apelos à comunidade para que desestimulem os jovens do uso do cerol, não só pelo risco que isso que representa para animais e pessoas, mas também porque se trata de uma prática criminalizada que pode resultar em prisão dos responsáveis pelo uso da linha. No entanto os resultados dessas campanhas são ainda muito tímidos, uma vez que se constata que os principais usuários do cerol são adultos, resistentes à idéia de abandonar essa prática.

Veja a matéria publicada pela ANDA (Agência de Notícias dos Direitos dos Animais):
Linhas de pipa põem em risco a vida de pássaros do Rio de Janeiro.