A perversidade banalizada

Às vezes nos perguntamos por que determinadas pessoas são tão cruéis em sua relação íntima com os outros. É difícil compreender que razões levam alguém a odiar uma pessoa que só tem amor para lhe oferecer. Mas esse comportamento surpreendentemente perverso é muito comum, embora seja dissimulado pela vítima, que esconde a atitude maldosa de seu agressor, receosa de complicar ainda mais a sua situação. O quadro complexo das ações perversas sobre pessoas próximas é o objeto de estudo da vitimóloga Marie-France Hirigoyen, que com uma linguagem bastante clara e direta nos oferece uma visão precisa desse problema social, em seu livro “Assédio Moral – A violência perversa no cotidiano”. Fazendo a ressalva de que todos temos nossos momentos de perversão, ela estabelece como foco, no entanto, apenas aqueles indivíduos que fazem da destruição da integridade alheia a sua rotina diária.

Essa obra pode ser de grande utilidade para quem possa estar sob assédio sem ter disso consciência. A autora elucida o tema com precisão e dá ao leitor um roteiro de providências que devem ser adotadas para interromper o ciclo destrutivo da perversão em seus relacionamentos pessoais ou profissionais. Os exemplos levantados retratam situações reais que ilustram bem o assunto e permitem uma percepção clara de seu alcance psicológico e social.

Recomendamos essa leitura com a convicção de que muito sofrimento pode ser evitado quando temos uma visão elucidativa e prática de um problema como esse. Mesmo que o leitor tenha a sorte de ser poupado da perversidade alheia, ainda assim poderá enxergar esse quadro de assédio em pessoas próximas e fortalecer moralmente uma potencial vítima, para que ela escape das armadilhas que surjam em seu caminho.

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One thought on “A perversidade banalizada”

  1. Oi Carlos,
    e essa perversidade acontece frequentemente dentro das famílias, entre pais e filhos, entre irmãos… é uma pena essa faceta do ser humano… e cria o outro problema, da “vítima” se sentir sempre uma vítima na vida diante de muitas situações… abraços

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